Economia doméstica: 5 dicas para entender sua conta de luz

Essêncial para sua economia nesse periodo de pandemia

Olá amigos, hoje vamos te dar 5 dicas para entender sua conta de luz, portanto, apague a luz ao sair do cômodo!

1-Você sabe o que é ENERGIA?

Especificamente, energia elétrica ativa é aquela que pode ser convertida em outra forma de energia  expressa em quilowatts-hora (kWh), para esclarecer.

Na fatura ela corresponde à parcela denominada “Consumo”.

Para se ter uma ideia do que é isso na prática, por exemplo, uma lâmpada incandescente de 100 watts, mantida acesa por 10 horas, consumirá 1.000 watts-hora (Wh) ou 1 quilowatt-hora (kWh), ou seja, um chuveiro elétrico de 4.000 watts ligado por 15 minutos também
consumirá 1 kWh.

Veja como é feito cálculo:

5 dicas para entender sua conta de Luz

2- E o que é DEMANDA?

É o somatório das cargas instaladas operando no mesmo intervalo de tempo, ou seja, tecnicamente é potência elétrica solicitada ao sistema pela parcela da carga em operação, em um curto intervalo de tempo especificado, expressa em quilowatts (kW).

Por exemplo, se em determinado momento na sua casa estiverem ligados ao mesmo tempo uma TV com potência de 250 W, um ferro elétrico de passar com potência de 1.000 W e uma lâmpada de 60 W, a demanda da sua casa neste instante será de 1.310 W ou 1,31 kW.

5 dicas para entender sua conta de luz

3- Baixa tensão vs. alta tensão

Conforme o porte e as características da região onde está localizada a instalação elétrica de sua organização, a concessionária pode lhe atender em diferentes níveis de tensão elétrica.

Se a sua unidade é atendida diretamente pela concessionária de energia, sem a utilização de um transformador individual, isto é, se a concessionária entrega a energia nas tensões padronizadas de 110 V, 127 V ou 220 V, sua instalação é atendida em baixa tensão. Neste caso, o transformador é compartilhado e está instalado em área pública.

Por outro lado, se a sua unidade é atendida pela concessionaria de energia com a utilização de um transformador individual, localizado no seu terreno ou prédio, e a concessionária entrega a energia com tensão em torno de 13.800 volts (V), sua instalação é atendida em média tensão.

Neste caso o transformador (subestação) é de sua propriedade, que, por isso, pode usufruir de menores tarifas de energia, tendo, no entanto, que arcar com custos com a manutenção e conservação do equipamento.

4 – Horários e preços

Você sabia que o valor cobrado pelo consumo e pela demanda de energia podem variar ao longo do dia e conforme o dia da semana?
A Resolução Normativa da ANEEL nº 414/2010 define horários distintos para aplicação de tarifas de forma diferenciada (posto tarifário), comumente chamados de horário de ponta e horário fora de ponta:

a) posto tarifário ponta: período composto por 3 (três) horas diárias consecutivas definidas pela distribuidora, com exceção feita aos sábados, domingos, terça-feira de carnaval, sexta-feira da Paixão, Corpus Christi, e os seguintes feriados:

5 dicas para entender sua conta de Luz

b) posto tarifário fora de ponta: período composto pelo conjunto das horas diárias consecutivas e complementares àquelas definidas no posto tarifário ponta.

Exemplo de Tarifas:

Tarifas disponíveis para o fornecimento de energia Convencional
É a modalidade tarifária indicada às unidades consumidoras onde é pequena a possibilidade de programação da utilização da carga (demanda) ao longo das horas do dia.

As características básicas das tarifas são por exemplo:consumo de energia elétrica (kWh), demanda de potência (kW)e contratada mínima de 30 kW e máxima de 149 kW .

De acordo com a Resolução nº 414/2010 da ANEEL, a definição de tarifa convencional é a que segue: modalidade tarifária convencional binômia: aplicada às unidades consumidoras do grupo A, caracterizada por tarifas de consumo de energia elétrica e demanda de potência, independentemente das horas de utilização do dia;
Faz-se importante destacar que esta modalidade deixará de ser utilizada conforme cronograma específico de cada concessionária.

A distribuidora encaminhará notificação, aos consumidores enquadrados nesta modalidade com as seguintes informações:

a) prazo de extinção da modalidade tarifária convencional e prazo limite para realização pelo consumidor do novo enquadramento;
b) modalidades tarifárias disponíveis para o novo enquadramento e suas características;
c) sugestão de enquadramento na modalidade tarifária mais adequada ao perfil de carga da unidade consumidora, com as respectivas simulações nas modalidades tarifárias horárias azul e verde, considerando o histórico de faturamento mínimo dos 12 (doze) últimos meses disponíveis

Horária Verde

Também chamada de tarifa Horo-sazonal Verde, é a modalidade tarifária indicada às unidades consumidoras onde é possível a reprogramação da utilização da carga (demanda), ao longo das horas do dia, do segmento de ponta para o segmento fora de ponta.

As características básicas da Horária Verde são: tarifa única de demanda de potência (kW), tarifa de consumo para o horário da ponta seco/úmido (kWh), tarifa de consumo para o horário fora da ponta seco/úmido (kWh) , demanda contratada mínima de 30 kW, período de 7 (set e) ciclos de faturamento consecutivos, referente aos meses de maio a novembro e período úmido: período de 5 (cinco) ciclos de faturamento consecutivos, referente aos meses de dezembro de um ano a abril do ano seguinte;

Horária Azul

Também chamada de tarifa Horo-sazonal Azul. Essa modalidade tarifária é indicada às unidades consumidoras onde a utilização da carga (demanda) no segmento de ponta é imprescindível, ou seja, é pequena a possibilidade de reduzir carga, bem como sua utilização nesse horário.
Tarifas básicas, por demanda de potência no horário fora de ponta (kW)), por consumo para o horário da ponta seco/úmido (kWh))e por consumo para o horário fora da ponta seco/úmido
(kWh);
• Demanda contratada mínima de 30 kW par a um dos postos horários (ponta ou fora de ponta).
A decisão de mudança, porém, só deve ser tomada após adequada verificação dos padrões de consumo e demanda.

Embora uma análise completa exija conhecimento técnico, este guia permite orientar qualquer servidor a identificar as oportunidades de redução de despesas com a energia elétrica.

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5- Não existência de cobrança de energia reativa

Energia reativa é aquela que não produz trabalho útil e, quando cobrada pela concessionária, indica problema no fator de potência das instalações do órgão público.

Se este problema não for resolvido ocorrem custos adicionais desnecessários. Em uma instalação adequada não há cobrança dessa energia.

Para exemplificar, um transformador energizado, se não alimentar alguma carga, consumirá, majoritariamente, energia reativa.
Verifique sua fatura de energia e se houver cobrança de EREX (Energia Reativa Excedente) deverão ser adotadas providências para sua eliminação, na maioria das vezes através da instalação de bancos de capacitores.

Procure orientação técnica. Em geral, a correção do fator de potência é uma das medidas de custo mais baixo para a redução de despesa com energia elétrica.

Enquadramento tarifário adequado (5 dicas para entender sua conta)

Ocorre quando o órgão está enquadrado na modalidade tarifária que resulta em menor custo total, dentro da estrutura tarifária convencional ou horo-sazonal (verde ou azul). Este custo depende das características da instalação e de seu funcionamento.

As tarifas variam conforme os horários de ponta e fora de ponta, nos períodos úmido e seco.

É importante salientar que o consumo de energia elétrica depende de vários fatores, previsíveis ou não, e que podem se repetir ou não.

Deste modo, não há como garantir que, apesar de usarmos uma boa técnica de análise, o valor recomendado para a demanda contratada e a estrutura tarifária adotada sejam efetivamente
aqueles que resultarão no menor dispêndio.

Quando posso solicitar a revisão do contrato de fornecimento?
A Resolução Normativa nº 414/2010 da ANEEL permite revisão anual do contrato com a concessionária. Ou seja, a cada 12 meses os valores contratados podem ser alterados (alteração de modalidade tarifária). Isto significa que, passados 6 meses após a última revisão, novas análises e estudos já devem ser efetuados.

Conclusão sobre 5 dicas para entender sua conta

Conforme já dito, o consumo de energia elétrica depende de vários fatores: humanos, climáticos, técnicos, funcionais, sazonais, atinentes à rotina do órgão etc.

Alguns deles são previsíveis. Outros, não. Alguns são periódicos e podem se repetir. Outros, não. Por isso, não há como garantir que, apesar de usarmos uma boa técnica de análise, o valor recomendado para a demanda contratada e a estrutura tarifária adotada que foram baseados em dados históricos sejam efetivamente
aqueles que resultarão no menor dispêndio.

É preciso ter em mente que os valores adotados são resultantes de previsões feitas com base em análises racionais, que buscam minimizar as incertezas, mas que não conseguem reduzi-las a zero.

O importante é manter o controle permanente do consumo energético da sua instalação para que eventuais desvios sejam prontamente identificados e as correções cabíveis sejam providenciadas.

Caso seja a primeira vez que você esteja realizando uma análise tarifária, é natural que existam dúvidas.

Neste caso, você poderá pedir ajuda à sua concessionária, que, consequentemente, possui informações específicas da sua região de atuação.

Ainda, poderá pedir ajuda a um especialista que terá condições de analisar sua edificação presencialmente, ou seja, apontar características e cuidados peculiares ao seu caso.

Por fim, não deixe de implementar na sua edificação medidas de redução do consumo de energia.

Algumas destas medidas são comportamentais e possuem custo bastante reduzido com resultados surpreendentes.

Além de reduzir as despesas do seu órgão e colaborar com o gasto eficiente de recursos públicos, você estará
contribuindo para a redução do uso dos recursos naturais e a preservação do meio ambiente

 

5 dicas para entender sua conta de Luz

Fontes:
ANEEL – Resolução Normativa nº 414, de 9 de set embro de 2010
CEB Distribuição – Gerência de Grandes Clientes – GRGC
CEMIG – Manual sobre Contratos de Energia Elétrica e Estrutura
Tarifária 2012
CEPEL – Guia para eficiência energética nas edificações públicas
Versão 1.0 / outubro 2012
EDP Bandeirante – Manual de Orientação aos Consumidores –
Critérios de Contratação e Tarifas Aplicadas
ELETROBRAS/PROCEL – Manual de Tarifação da Energia Elétrica
Lumina Energia – Site de gestão de energia e redução de custos:
PROCEL – Conservação de Energia- Eficiência Energética de
Equipamentos e I nstalações –3ª edição – 2006

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