LIXO NO MAR

LIXO NO MAR

O termo “lixo no mar” pode ser caracterizado como sendo todo o resíduo solido de origem antrópica (ação realizada pelo homem) que, independente de sua origem, entra no ambiente marinho.

Estima-se que 80% do lixo encontrado no mar tenham origem em atividades realizadas em terra (gestão inadequada de resíduos sólidos, turismo, indústria, entre outros) enquanto os outros 20% são originados em atividades realizadas no mar (transporte de cargas, pesca, plataformas marítimas, entre outros). O lixo no mar é constituído principalmente por plásticos, borrachas, metais, vidros, têxteis e papeis.

Os materiais encontrados de forma mais abundantes nos oceanos são os diferentes tipos de plásticos, incluindo os microplasticos. Estima-se que de 4,8 a 12,7 milhões de toneladas de plástico entraram nos oceanos em 2010, o equivalente a 1,7 a 4,6% de todos os resíduos de plástico gerados em 192 países avaliados (Jambeck ET AL. 2015)

Uma vez nos oceanos, os resíduos possuem grande capacidade de dispersão e espalhamento por marés, ondas, correntes e eventos naturais, como tornados, furacões e marés meteorológicas. O problema é mais aparente em zonas costeiras, para onde fluem os rios, drenagens, enxurradas, esgotos não tratados e emissários.

Além das consequências na zona costeira, os impactos são amplamente observados em alto mar. Os oceanos apresentam cinco grandes “manchas de lixo”, sendo a maior delas localizada no Oceano Pacifico, entre a Califórnia e o Havaí (Great Pacific Gorbage Patch). Estima-se que esta mancha ocupe uma área de 1,6 milhão de quilômetros quadrados e é constituída principalmente, de resíduos plásticos (Lebreton et AL. 2018).Essa área é maior do que o tamanho das regiões Sul e Sudeste do Brasil somadas.

O desafio de lidar com essa questão não é trivial. Tampouco essa é uma questão somente ambiental; é também econômica, social, estética, cultural e de saúde publica.

É complexa por exigir ações intersetoriais e com grande engajamento da sociedade civil organizada. Esse envolvimento é fundamental quando se consideram os diferentes tios de resíduos que podem alcançar o mar. Os impactos decorrentes do acumulo de lixo no mar para diferentes esferas foram apontados pelo Institute for European Environmental Policy-IEEP /2016.

Meio ambiente: o lixo no mar cria uma gama crescente de pressões sobre os ecossistemas marinhos e sobre a biodiversidade. Como exemplo, sacos de plástico e redes abandonadas representam enormes riscos para tartarugas, golfinhos e focas;

Finanças públicas: o lixo no mar cria um ônus econômico para as autoridades locais por meio de aumento de custos e da perda do potencial de receita com atividades de turismo, lazer e recreação;

Economia: o lixo no mar representa perda de valor material para a economia, pois pode criar pressões econômicas no setor de transporte/navegação (motores incrustados, perda de produção e necessidade de reparos mais frequentes) custos para a pesca e custos para o turismo;

Social: o lixo no mar cria riscos para a saúde humana. Alem de acidentes, o lixo acumulado provoca liberação de substancias químicas, com potencial efeito adverso à saúde. Microplasticos contaminam mexilhões, ostras e outros animais que são consumidos pelo homem.

 

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LIXO NO MAR

LIXO NO MAR

Os lixos no mar, em particular os resíduos plásticos, representam ameaça ao ambiente marinho, não só devido à sua abundancia, mas também devido às suas propriedades. O tempo de degradação de garrafas plásticas pode superar 400 anos enquanto sacolas chegam até 20 anos, bitucas de cigarro a 10 anos e vidros permanecem no ambiente por tempo indeterminado.

Apesar de décadas de esforços para prevenir e reduzir o lixo no mar em muitos países com ações regionais e internacionais, o problema é persistente, recorrente e continua a crescer localmente e em escala global. Procedimentos de destinação adequada dos resíduos, incluindo ações de reciclagem ou logística reversa, como entrega de pilhas, baterias e vasilhames com componente ou que transportaram materiais perigosos, se implementados, podem reduzir em muito o lixo no mar.

A Declaração de Manila (2012) destaca que “o lixo no mar é um problema, que é global em escala e subestimado no impacto e que ameaça diretamente habitat e espécies costeiras e marinhas, crescimento econômico, saúde e segurança humana e valores sociais e que uma porção significativa de lixo no mar é originaria de atividades terrestres; que o movimento de lixo e detritos, agravados por tempestade, tem impactos significativos sobre o ambiente marinho, assim como as atividades baseadas em navios”

IMPORTANTE: Procedimentos de destinação adequada dos resíduos sólidos, ações de reciclagem ou logística reversa,podem reduzir em muito o lixo no mar.

 

Saiba mais:

http://www.mma.gov.br/component/k2/item/9233-zona-costeira-e-oceanos

 

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